Escrever, pensar e viver
E sete anos se passaram ... (desde a última postagem)
Hoje, fazendo um treino de caligrafia porque decidi mudar minha assinatura, comecei a escrever. Escrever de verdade, não num teclado, mas com papel e caneta como se fazia no século passado, e eis que surgiram novas insanidades que resolvi compartilhar com quem esteja por aí de bobeira sem ter nada mais importante para fazer. É lógico que tive que "datilografar" e publicar apenas o conteúdo, pois a forma ainda está muito canhestra.
Primeiro ensaio (uma lauda):
"Teste de mudança de caligrafia para fixação de escrita caligrafia extremamente instável sujeita a muitas variações no curso da escrita deixando entrever e perceber muita ansiedade no ato de escrever, sugiro tentar escrever com mais calma e pensar durante o ato tentando coordenar o movimento das mãos e o pensamento enquanto o fluxo fluxo fluxo fluxo do texto fluxo do texto fluxo fluxo fluxo fluxo do texto fluxo fluxo fluxo do texto vai aos poucos se harmonizando e encontrando seu caminho."
(foi muito difícil escrever com "fluidez" as duas palavras com "x"!!! Quase não fluiu)
Segundo ensaio (uma lauda):
"Navegar não é preciso, escrever é preciso. É preciso enquanto é necessário, não necessariamente enquanto exatidão, precisão. A escrita não é precisa, mas é necessária enquanto ato de manifestação do ser, do pensamento. Do pensamento do ser. O ser não é o que pensa e nem pensa o que é. Se escreve sem pensar porque não pensa o que escreve e nem escreve enquanto pensa, e nem pensa enquanto escreve, mas escreve a vida que pensa. Não se vive o pensamento e nem se pensa na vida. A vida é para ser vivida, o pensamento pensado e a escrita, escrita. Penso que preciso escrever porque não quero escrever e não gosto de escrever. Penso que quero viver e não quero pensar, mas não consigo para de pensar e não consigo viver."

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